MANIFESTO DE REPÚDIO ÀS SOLUÇÕES PROPOSTAS NO CONJUNTO DA OBRA PARA A LINHA 17 OURO DO METRÔ, EM MONOTRILHO.

A SAVIAH em conjunto com MOVIMENTO DEFENDA SÃO PAULO, CONDOMÍNIO PALM SPRINGS, ASSOCIAÇÃO DE SEGURANÇA E CIDADANIA, CONSELHO COMUNITÁRIO DE SEGURANÇA – CONSEG MORUMBI, MOVIMENTO CIDADE CIDADÃ, MOVIMENTO MORUMBI TOTAL vem a público manifestar veementemente opinião contrária às soluções propostas pela Companhia do Metropolitano de São Paulo, no onjunto da obra para a Linha 17 – Ouro do Metrô, em Monotrilho.
A busca pela mobilidade para os moradores na cidade de São Paulo merece comemoração, contudo, a expectativa de melhor deslocamento através da cidade não pode impedir a reflexão abrangente dos desdobramentos das intervenções propostas, e os impactos negativos delas resultantes. Nossa cidade e seus habitantes vivem um cotidiano que paga alto preço por inúmeras soluções isoladas, implantadas no decorrer de décadas, sem a preocupação da análise do contexto urbano e suas extensões. Já não há espaço para novos equívocos, como este que será consolidado, na eventualidade de se concretizar a adoção das soluções propostas.

Desta forma, nós, os moradores nos bairros consolidados, estritamente residenciais, pertencentes ao perímetro de abrangência das intervenções urbanas definidas no traçado do Trecho 3 da Linha 17 – Ouro, em Monotrilho (ligação da Estação Morumbi da CPTM da linha 9 (Esmeralda) até a Estação São Paulo Morumbi da linha 4 do metrô (Amarela), NÃO ACEITAMOS A PROPOSTA COMO SOLUÇÃO por inúmeros motivos, entre os quais:

  • O custo estimado para implantação do trecho 3 esta superior ao projetado em de R$ 500 milhões, conforme o documento Matriz de Responsabilidades assinado entre O Governo do Estado, Prefeitura do Município de São Paulo.
  • O trecho 3 não consta do plano diretor do Município e concluímos que há desvio de finalidade de recursos públicos.
  • A tecnologia adotada, Monotrilho elevado é ultrapassada e altamente rejeitada na maioria dos países que a experimentaram.
  • Uma vez feito este investimento ficará inviável a implantação do Metrô tradicional, que é o que todos querem.
  • Em especial para o Trecho 3, que esta orçado em R$ 1.5 bilhão terá um custo passageiro por sentido na hora de pico de R$ 250.000,00. Tendo em vista que o número de passageiros por sentido na hora de pico é de 6.000, o pode ser facilmente atendido por corredor de ônibus convencional a um custo 90% inferior ao do monotrilho e com muito mais conforto no horário de pico. Desta forma, conforme exposto, o carregamento do trecho 3 não justifica
    o modal escolhido. Sendo assim poderiam aguardar o momento ideal para se realizar o investimento correto, e ainda melhorar a mobilidade dos bairros.

As intervenções necessárias à implantação do Sistema Monotrilho causarão degradação e danos à região, impossíveis de serem reparados, tais como:

  • Deixará uma verdadeira cicatriz na cidade como o que o minhocão deixou.
  • Depreciação dos imóveis, degradação urbanística.
  • Aumento de fluxo de pessoas em bairros residenciais, com consequente aumento de criminalidade.

Como moradores na região diretamente impactada, não limitamos nosso movimento ao discurso. Estamos preparando sugestões, olhando o horizonte além das divisas dos nossos bairros, procurando pensar a cidade como um organismo vivo e amplo, para o qual não pode haver fronteiras, tampouco soluções imediatistas. O documento será brevemente encaminhado a quem de direito. Por agora,reforçamos nossa convicção:

NÃO ACEITAMOS O MONOTRILHO COMO SOLUÇÃO PARA IMPLANTAÇÃO DA LINHA 17 – OURO DO METRÔ

SOCIEDADE DOS MORADORES E AMIGOS DO JARDIM LEONOR E DA CITY VILA INAH

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Sobre saviah
Sociedade dos Amigos da Vila Inah - Saviah São Paulo - S.P.

7 Responses to MANIFESTO DE REPÚDIO ÀS SOLUÇÕES PROPOSTAS NO CONJUNTO DA OBRA PARA A LINHA 17 OURO DO METRÔ, EM MONOTRILHO.

  1. Ricardo says:

    Mais uma vez, os argumentos utilizados pelos moradores dos “nobres” bairros paulistanos mostram-se fracos e egoístas. Talvez, as pessoas, que afirmam que possa haver um transporte coletivo e público de qualidade para a região sem a implantação do monotrilho, nunca tenham andado de ônibus pela região. São poucas as linhas, poucos ônibus e muitos passsageiros, pois eles atendem uma grande comunidade da cidade de São Paulo. Entretanto, é importante destacar que aqueles que se locomovem em carros com ar-condicionado, bancos de couro e outros itens mais, não querem que as sardinhas que se expremem em ônibus não tenham acesso a um transporte de qualidade. O argumento de que o bairro é residencial é ridículo, pois nem no interior existe mais isso. Repensem, o que acho difícil, e não se esforssem preenchendo abaixo-assinado, pois o governo elitista deste estado os beneficiará.

    • Gregório says:

      Caro Ricardo, sou morador de um dos bairros afetados pela passagem do monotrilho e usuário constante do sistema público de transporte, principalmente do corredor de ônibus da av. Professor Francisco Morato, que utilizo para alcançar meus destinos e acessar estações do Metrô. Concordo plenamente com você quando diz que temos poucas linhas e muitos passageiros a serem transportados, visto que é a realidade que presencio. No corredor da Francisco Morato, por ex., é quase impossível fazer o trajeto até a linha verde do Metrô sentado, independente do horário. No horário de pico, vamos esmagados dentro dos ônibus, isso após muita insistência para embarcar. Chegando a linha verde do Metrô a realidade não muda de figura, visto que esta se encontra com sua capacidade no limite nesses horários, as vezes sendo necessário esperar a passagem de três, quatro, cinco trens para se conseguir embarcar. Realidade não diferente das outras linhas do Metrô, dos outros corredores de ônibus ou dos locais onde eles sequer existem, apesar disso não deixo de pensar que a qualidade no transporte que a cidade exige virá com o Metrô que conhecemos, subterrâneo, sobre trilhos, ágil, com alta capacidade de transporte (bem maior que do monotrilho) e possibilidade de expansão. Não sou engenheiro, nem arquiteto, nem técnico em nada, mas acredito que São Paulo precisa de projetos que vislumbrem o futuro e não de paliativos, pois do contrario, nunca vamos sair do inferno que se tornou a mobilidade em nossa cidade.

      • haroldo says:

        Exatamente…nem é questão de egoismo…e os argumentos não são fracos…qualquer elevado traz impacto na paisagem
        Eu não tenho duvida que o monotrilho é mesmo uma paliativo para transporte na cidade…

  2. Marcos says:

    Caro Ricardo
    Vários argumentos seus são potencialmente verdadeiros, mas é difícil levar em consideração as suas declarações preconceituosas quanto aos moradores do bairro. Caso não saiba, há vários batalhadores aqui e que chegaram aonde estão por mérito próprio. E se não é o seu caso, sugiro que o senhor não perca tempo neste blog e ponha-se a fazer alguma coisa que lhe traga felicidade e prosperidade, porque certamente não conseguirá isto aqui.

  3. Ricardo says:

    Prezado Marcos,

    Os comentários não são preconceituosos, pois eles refletem os argumentos frágeis utilizados nesses abaixo-assinados que circulam nos sites. Não venho aqui para criticar um ou outro cidadão, pois não os conheço e não pretendo conhecê-los, apenas interpreto o desespero expresso por eles. Continuo a afirmar: os argumentos são frágeis, extremamente fracos, demonstrando preocupação com a desapropriação de casas de alto padrão. Ressalto novamente que não devem se preocupar, pois sabemos que o PSDB vai ouvi-los e, com certeza, acatará as sugestões. É importante lembrar que a paisagem do Morumbi não é a do Cristo Redentor e que do estádio do Morumbi até o mercado Mambo, em horário de pico, um carro chega a ficar mais de 30 minutos parado para andar menos de 1Km.
    Não entro neste blog, caro Marcos, para encontrar a felicidade, pois ela não está em um monitor de computador que promove debates pobres e individualistas. Quanto aos batalhadores, não afirmei aqui que as pessoas não trabalham, apenas ressalto que este bairro, assim como as demais regiões da cidade, não é nobre faz tempo, aliás, a nobreza é uma forma de preconceito e diferenciação. Entretanto, posso afirmar com convicção que há muito mais trabalhadores expremidos dentro de ônibus do que dentro de automóveis. Espero que debate aqui seja rico e não gostaria que um comentário postado não tivesse um poder tão grande quanto uma bolinha de papel, levando os debatedores a realizar exames de tomografia.

  4. Marcos says:

    Nossa, fica calmo, a sua candidata já ganhou. É hora de festejar. Preconceito seu? Imagina, vc já julgou e condenou todo mundo do bairro. É a imprensa golpista né? Por acaso só vc e seus camaradas trabalham? Sabe essa hora aí que os carros levam para andar 1 km? Pois eu nunca pego isso. Sabe por que? Estou trabalhando. Ainda. E de manhã? Também não pego trânsito, saio 6 da manhã e volto depois da 8 da noite todo dia. E vou de gol 1000. Tá bom pra vc?
    Outra coisa. Ja ouviu falar de zoneamento? Aqui é residencial, é proibido comércio. Argumentos fracos? Utilizar o dinheiro público para obras que não são prioridades e estacionamentos para entidades particulares… não tem como negar esse fato. Ainda bem que existem leis nesse país.

  5. saviah says:

    Os comentários acima serão mantidos para garantir a liberdade de expressão dos Srs. Ricardo e Marcos até o momento.
    No entanto, acreditamos que este não é o espaço para debates que, ao que parece, estão tomando um caminho pessoal e político-partidário e que a continuar, serão excluídos do blog.
    Caso seja desejo de ambas as partes, forneceremos os emails do Sr. Ricardo ao Sr. Marcos e vice versa para que continuem o debate pessoalmente.

    Solicitamos ao Sr. Ricardo que envie um endereço de email válido para que possamos entrar em contato caso necessário.

    Nosso email: saviah2@gmail.com
    O editor do blog da Saviah

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